sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Almas de todos


Sobre a mesa põe os fragrantes resedás
Traze as últimas sécias vermelhas
Vamos de novo falar de amor
Como naquele dia em maio.


Dá-me tua mão, quero apertá-lo em segredo,
E quando eu estiver entediado,
Dá-me ainda uma vez o teu doce olhar
Como naquele dia em maio.


Floresce e radia hoje em todos os túmulos,
Pois um dia ao ano livres estão todos os mortos;
Achega-te em meu coração, sê novamente minha
Como naquele dia em maio.


Hermann Von Gilm,
tradução de Saulo Krieger.



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