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Quão frios e estranhos até agora nos têm sido os mundos que a ciência descobre! E quão diferente por exemplo o corpo, tal como o experimentamos, como o vemos, sentimos, como o tememos, e com ele nos maravilhamos, e o "corpo" tal como nos ensina a anatomia! As plantas, o nutrir, a montanha, e o que nos vem mostrar a ciência — tudo é um novo mundo recém descoberto e totalmente estranho, contradição maior com nossa sensação! E no entanto "a verdade" deve paulatinamente se encadear em nosso sonho, e devemos nós então sonhar de verdade! —
Friedrich Nietzsche, Fragmento póstumo do outono de 1881,
tradução de Saulo Krieger
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Wie kalt und fremd sind uns bisher die Welten, welche die Wissenschaft entdeckte! Wie verschieden ist z. B. der Leib, wie wir ihn empfinden, sehen, fühlen, fürchten, bewundern und der “Leib” wie ihn der Anatom uns lehrt! Die Pflanze, die Nahrung, der Berg und was uns nur die Wissenschaft zeigt—alles ist eine wildfremde eben entdeckte neue Welt, der größte Widerspruch mit unserer Empfindung! Und doch soll allmählich “die Wahrheit” sich in unseren Traum verketten und—wir sollen einmal wahrer träumen! —
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